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segunda-feira, 11 de junho de 2018













                                                          Ela vem apressada. Atravessa um bosque onde não penetra o sol. Traz um capuz, esconder o rosto e não ser reconhecida. Veste uma túnica puxando para o cinza e por baixo outra mais ajustada ao corpo de cor mais escura. A certo momento, porque tinha certeza de que estava sendo seguida vai se desfazendo do cinza  que ela vai queimando no caminho. Há momentos que anda em circulo para despistar possíveis seguidores, tomando caminho diferente. O bosque vai se tornando claro à proporção que se aproxima de seu destino. Uma construção à moda de castelo onde lhe esperam os membros da organização. Do alto eles a esperam, mas quando chega à porta, eles demoram em abri-la. Ela grita, olhando para o alto. Que vocês estão esperando? Que me matem para abrir esta porta? Como que reconhecendo sua voz, abrem a porta de par em par e ela entra, enquanto a porta se fecha imediatamente. 

domingo, 3 de junho de 2018

                                                       












                                                              Cicuta. A quem te lembras? Bomba de Hiroshima te leva a quem? Cadeira elétrica te leva aonde? Guilhotina te lembra alguma coisa? Já ouviste falar de Guantânamo? Gulag que significa para você? E Patrice Lumumba você já ouviu falar dele? Você sabe que a Bélgica e a CIA  o mataram? Você tem noção de quantas pessoas  morreram na segunda guerra mundial? Quarenta e cinco milhões, talvez. Para quê? Em verdade o que defendiam estas pessoas? O capital de uns poucos? Mudou alguma coisa? Talvez nunca se justifique uma guerra, mas se tens um tirano em tua terra, é preciso que seja eliminado. E saiba, nem sempre é um governante o tirano.

quarta-feira, 9 de maio de 2018








                                             

                                                       Não é demais repetir. Toda forma de luta é legítima para se atingir um objetivo. Lembremos as visacanias  ou vishkanias, capazes, algumas delas, de matar uma pessoa só com um olhar. Eram jovens educadas desde a infância para liquidar o inimigo. Alimentadas com doses homeopáticas de veneno até se tornarem imunes a seu efeito. Imunes, Comiam e bebiam com vítima o alimento ou bebida envenenado que o levava à morte.  
                                 Assim, tem em mente que tudo é válido e legítimo  para vencer o inimigo.                  
                                   Se Podemos fazer isto na atualidade? Claro e com muito mais perfeição. Aliando-se os ensinamentos históricos às novas tecnologias a possibilidade de erros é muito menor. Ninguém espere vencer o inimigo de uma só investida, isto pode acontecer, mas é sobretudo estudando nossos erros que conseguiremos uma ação perfeita no futuro. Isto que dizer que nossos primeiros homens ou mulheres poderão fracassar em sua missão, mas alguém tem de correr o risco, senão nunca se chega lá. O mundo mudou, hoje há de se educar meninos e meninas para esta tarefa.
                                                       Tu me perguntas se isto não é imoral ou  injusto. Respondo. Já vistes se vencer uma guerra com a moral, com honestidade? Não caias no engodo da moral burguesa.  Por enquanto estamos com uma voluntária, em breve estará preparada para esta sublime tarefa. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018













                             


                                              "Os inquisidores, (E como os há nestes tempos) havendo sabido astuciosamente envolver a sua autoridade com a da Igreja, chegaram a classificar de hereticas as censuras aos actos do tribunal inquisitorial (São heróis intocáveis e  incorruptíveis, como se o excesso de poder não fosse, exatamente, o maior fator da corrupção), abusando da piedade dos fieis estimavam que se confundisse o temor de Deus com o temor do santo officio. Em um antigo livro intitulado Aphorismi Inquisitorum, (Aforismas da Inquisição) publicado em 1650, e que professionalmente tratou primeiro em Portugal da Inquisição, e o qual se pode considerar como um tratado de direito inquisitorial, que acaso serviu de base aos estatutos do Santo Officio promulgados dez anos depois, consigna seu autor, o dominicano Fr. Antonio de Souza, os grandes poderes que se arrogavam os inquisidores, (tal como alguns juízes fazem agora), não contra as autoridades temporaes e eclesiasticas ordinárias, porém contra os próprios soberanos". (Que as autoridades ponham suas barbas de molho, isto no que dá um Estado Policialesco) (Nota 19, p. 179, lin, 34 da Historia Geral do Brasil de Francisco Adolfo de Varnhagen).

















                                                      Hoje amanheci indisposta. Não aguentava trabalhar. O chefe se ofereceu para vir à minha casa trazer o trabalho. Não, não precisava, mas ele insistiu. Assim me assedia. Faço ouvidos moucos, seguindo o conselho de Lacan, para quem fazer-se de surdo, às vezes, vale mais do que ouvir. O chefe me quer de qualquer jeito, todos eles são assim. Muitos já conseguiram de minhas colegas. Qualquer dia você vai perder o cargo, dizem. Uma diretoria não é para todo mundo, ou você acha que está aí por capacidade, ninguém está nem aí para conhecimentos. Pouco importa anos de estudo, doutorado e mestrado. Você está aí porque é bonita, se feia, podia ter a biblioteca do Vaticano na cabeça, jamais ele te daria este cargo. Sei, minha honra não está à venda. Que honra, mulher? Basta lavar, fica novinha. Não sou coisa. Nem é medo de sua mulher, aquela feiosa. Ela não é páreo para mim. Isto também é uma forma de corrupção. Passar para a história como corrupta? Isto, não. Não, não esta missão, não. Prefiro, ser tratada como traidora. Não, não se trata de traição. Não, você não é obrigada a fazer o que não gosta.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018















                                                        Não jogues pedras na lua. Elas não chegam lá. Jogue-as aonde elas possam chegar.
                                É muito comum elegermos como inimigo alguém distante de nós, que nunca podemos alcançar, quando ao nosso lado temos um inimigo muito mais vulnerável do que possamos imaginar.
                                    O que nos faz agir assim? Talvez falta de conhecimento da realidade que aponta para inimigos inatingíveis ou até inexistentes; Talvez, quem sabe, por covardia em enfrentar o inimigo próximo que pode nos abater; Sim todo homem tem momentos de valentia e de covardia. É a necessidade que faz o homem valente. A fera acossada arremete. Se a fera estiver de barriga cheia e não se sentir ameaçada ela jamais te atacará e até corre de ti. Uma cobra não te morde, se não a pisares, se não se sentir ameaçada. Vi um dia o que seria um duelo entre um cascavel e uma coruja. Estavam a menos de metro um do outro. Observam-se. Seria uma briga de vida e morte. Quem vencesse comeria o outro. Esta é a vida. É preciso que tenhamos consciência da realidade, senão seremos vencidos, aniquilados.
                       

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
















                                                       Repetir nunca é demais. No nosso caso, o silêncio é a alma do negócio. Que ninguém saiba jamais quem, realmente, és. Assim, ninguém  poderá supor teus futuros atos e estarás acima de qualquer suspeita. Deves, sejas homem, sejas mulher, praticar todas as artes marciais, todas as lutas. Um corpo preparado, sempre, em uma mente sã. Não deixes que inimigos sejam mais preparados que tu. O verdadeiro guerreiro nunca descansa, nem à beira do túmulo. Busca seduzir os amigos de teus inimigos. Lembra: Haverá sempre um amigo teu perto de teu maior inimigo. Usa-o como arma. Esta a verdadeira sabedoria. Não tenhas pejo, não tenhas peninha, que teu inimigo não tem pena de ti. Ele te asfixia, te mata a conta gotas, tu nem sentes. Como não tens as armas para fazer o mesmo, só tens um jeito, usar de outras armas, que todas são legítimas para combater o inimigo. 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

DA, EU SUNT SAYFULLO SAYPOV, UZBEC









                                         
                                                   
                                                 Sim, sou Sayfullo Habibullaevic Saypov, uzbeque,  com orgulho, mas não sou criminoso. Não o fiz por querer, por medo e raiva. Não se mata nem barata, têm sua função. Poucos, pouquíssimos, se beneficiam com a morte. Senhores da vida e da morte. Desenham nosso destino. Quanto dinheiro enviado para a guerra, para a destruição! Eles nos calam. Ai de quem lavanta a voz. Digam-me, o que me resta? Não posso mudar o mundo, fazer refletir, sim. Quero isto. O mínimo. Não é muita coisa. Não quero seguidores.  Reflexão, unicamente. A besta-fera, cara de cavalo em corpo humano, vocifera. Besta ladradora, encontrarás teu Palamades. A mim, nada resta. Esperar vingança, não justiça. Inda na masmorra esteja eu, do infante ao ancião, quero ver. Dar sua risada, tanto esquecida. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

EU SUNT STEPHEN PADDOCK

                                           








                                         

                                               

                                                       Sim. Sou Stephen Paddock. Que mal fiz eu, perto das atrocidades do mundo? Milhões choram menos de uma centena de mortos e alguns feridos, esquecidos dos milhões mortos pelas guerras, que nada mais são do que terrorismo de Estado. Não, não é para justificar meus atos, nem quero que me perdoem. Apenas, vejam. Não sou melhor nem pior de quem, hoje, me apedreja. Saibam. Nunca  eles vão te contar a verdade. Mentem dizendo que me matei. Dizem isto com todos. Matam para silenciar as razões de nosso ato. Manter a imagem de país uno, sem divergências. Anos ouvindo. Somos a maior nação e nossa forma de vida, a melhor. E em nome disso, mandam-nos à guerra matar irmãos. Quantos morrem, diariamente,  no mundo por nossas mãos? Um dia recebi um chamado. Uma voz nunca antes ouvista. E me preparei para servir à aquela causa. Inchalá. Deste local privilegiado eu vejo toda a orgia que se perpetra lá embaixo. Ah! humanidade podre, enquanto isto, milhões de irmãos morrem de fome, sede e frio. Nesta hora ninguém se lembra de Deus, mas daqui a pouco todos gritarão seu nome. Canto e risos serão gritos e gemidos. Ouvirá o Senhor, Deus é Grande, seus gritos? Logo, logo o FBI dirá: Um ataque isolado, de um louco, nada a ver com o Estado Islâmico. Até apelido já me dão. Lobo solitário. E como eles explicam ter eu tantas armas? Têm medo de que?  Será o povo imbecil para acreditar neles? Breve o mundo falará de mim, mesmo repetindo as mentiras oficiais, falarão. Outros irão mais longe. Indagarão de minhas razões e refletirão. Quantos estavam com ele?Vocês sabem que não estou sozinho. Alguns estão comigo, agora, mas no mundo, milhares, quem sabe? Milhões. Como eles tratam o povo? Apenas braços, quando não tiverem mais braços, descartam. Eu escolhi outro caminho. Ah, por quê não mostram minha foto de corpo inteiro? Aquela de um homem caído, sem sangue, sem marcas de tiro, sou eu? Quem acredita? Adeus vidinha medíocre de jogatinas e mesmice. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

NUMELE MEU ESTE HYPATIA

                                                  
                                 
                                             Eu me chamo Hipácia. Uma tarde em Alexandria. Março, 8, 415, era cristã. Quaresma. Estou vindo do Museu. Uma turba de monges e cristãos em fúria vêm ao meu encontro. Arrancam-me do carro, tomam-me nos braços e aos gritos, arrastam-me pelos cabelos nas ruas, rasgando-me vestes, conduzindo-me ao Templo Cesareum, transformado em templo cristão. Aqui insultam-me, dilaceram meu corpo com conchas marinhas até os momentos finais, quando nada mais vejo, nem ouço. Estou semi-nua e esvaindo em sangue. Em vão gritei por socorro.  Nestas horas o homem é covarde, como covardes quem ultraja. Os seguidores de Cristo e seu bispo Cirilo me atiçam ao fogo, quando não mais sinto o calor das chamas. Assim agem os Cristãos e continuarão agindo per omnia seculum seculorum. O torturador Cirilo é hoje santo da Igreja. São Cirilo, que ironia, um torturador, santo. Será que todos seus devotos sabem disto? Por quê a Igreja esconde seus atos? Não respeitaram nem meus ensinamentos. Fui eu que tive a ideia e transmiti para eles a doutrina da Santíssima Trindade.

                                                          Ela vem apressada. Atravessa um bosque onde não penetra o sol. Traz u...